14.01.2019 | 07h36

Voo direto de Battisti à Itália frustra Bolsonaro

A decisão do governo da Itália de mandar uma aeronave buscar Cesare Battisti na Bolívia e levá-lo direto para o seu país, sem passar pelo Brasil, frustrou a operação que o governo Jair Bolsonaro fez para cumprir a extradição do terrorista. O governo chegou a anunciar que Battisti seria trazido ao Brasil antes de ser enviado à Itália. A detenção do ex-guerrilheiro na Bolívia foi festejada por Bolsonaro e aliados nas redes sociais. Extraditá-lo era uma promessa de campanha e a revogação da permanência para que ele ficasse no Brasil foi um dos primeiros atos de Bolsonaro.

Ao driblar a escala brasileira, a Itália fica livre das regras do acordo de cooperação para extradição entre os dois países, que segue limites fixados com base nas leis brasileiras e na Constituição de 1988, informa o Estadão. O STF só autoriza a extradição caso o país que a requer se comprometa a não aplicar a prisão perpétua nem a pena de morte e ainda limitar o tempo máximo de prisão a 30 anos. Battisti é condenado a prisão perpétua.


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