22.03.2018 | 17h07

‘Tradição no Brasil é prisão em primeira e segunda instâncias’

Em artigo publicado nesta quinta-feira, 22, no jornal O Globo, o jornalista Carlos Alberto Sardenberg apresenta um levantamento histórico sobre a prisão em primeira e segunda instância no País e conclui que, nos últimos 77 anos, em apenas sete vigorou a prisão depois da sentença transitada em julgado. Nos demais, o direito penal brasileiro determinava que o condenado seria preso após a primeira ou segunda instância. Essa é a nossa tradição, segundo ele, que se alinha com o sistema vigente nas democracias.

“Um processo longo permitia a prescrição e garantia que especialmente os crimes do colarinho branco jamais seriam punidos”, diz Sardenberg. “Voltar a essa norma de exceção não beneficiaria apenas o ex-presidente Lula, mas o amplo número de empresários, executivos, altos funcionários e políticos que já foram apanhados pela Lava-Jato ou que estão na sua mira.”


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