01.02.2019 | 12h38

Sem vida fácil no Congresso

Ainda que o partido do presidente da República (PSL) alcance a segunda ou primeira maior bancada na Câmara dos Deputados, o governo federal não terá vida fácil no Congresso para aprovação das pautas. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a base parlamentar de aliados fieis conta com 257 deputados e 37 senadores. A base dos que apoiariam o governo condicionalmente teria 117 deputados e 27 senadores, enquanto a oposição seria formada de 139 deputados e 17 senadores.

Para a aprovação da reforma da Previdência, por exemplo, serão necessários 308 votos na Câmara e 49 no Senado. Projetos de lei complementar vão exigir 257 votos de deputados e 41 de senadores. O governo calcula ter uma “base móvel” na Câmara de 350 a 360 votos, segundo o Valor. O líder do governo na Casa, Major Vitor Hugo (PSL-GO), novato na articulação parlamentar, está otimista. “Vamos supor que a gente perca 50% do apoio condicionado, o que é muito, ainda estaríamos perto dos 308 votos necessários para se aprovar PEC”, afirmou ele à publicação.


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