13.09.2018 | 08h20

Rumo e tom dividem bolsonaristas

O prolongamento da convalescença de Jair Bolsonaro divide seus apoiadores quanto ao rumo a ser seguido na campanha e o tom daqui até a eleição. Enquanto médicos recomendam resguardo maior e a interrupção do intenso vaivém no hospital, aliados avaliam que a ausência da figura do candidato pode atrapalhar a reta final da campanha. Da mesma forma, começam a aparecer ruídos sobre a quem cabe o comando na ausência do titular: se aos filhos e à cúpula do PSL ou ao vice, general Hamilton Mourão.

No tom também há nuances. Depois de uma tentativa de humanizar Bolsonaro, mostrando-o como vítima da violência, começou a aparecer nas redes sociais um desconforto com o excesso de fragilização de alguém que cresceu justamente empunhando a bandeira da coragem. Daí porque o filho Carlos fez questão de dizer que o pai é “forte como um cavalo”: a preocupação principal é que não pairem dúvidas quanto à capacidade de recuperação do candidato. / Vera Magalhães


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