20.02.2019 | 08h07

Recado da Câmara foi em alto e bom som

As sucessivas derrotas do governo ontem foram um recado claro: Jair Bolsonaro não sabe o que o espera se insistir em lidar com o Congresso de forma desorganizada ou, pior, impositiva. Na mesma tacada, ficou claro que: 1) deputados e senadores não vão deixar virar moda a história de se governar por decretos, 2) ainda não existe articulação política que se possa chamar desse nome, e 3) as brigas na base isolam o PSL, que não tem coesão interna nem influência sobre os demais partidos. Escrevi a respeito desse ambiente, que coincide com o envio, nesta quarta-feira, da reforma da Previdência para esta Casa desarrumada, na minha coluna no Estadão.

A crise da demissão de Gustavo Bebianno e as derrotas impingidas ao governo mostram que, ao contrário do senso comum do otimismo inicial, a aprovação da reforma não é um dado da realidade. Precisará ser construída com política, o artigo em falta na gestão Bolsonaro. Não basta ao presidente colocar o projeto debaixo do braço e posar para fotos. Terá de arregaçar as mangas e negociar a aprovação da medida. / Vera Magalhães

 


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