28.03.2019 | 16h21

Reação ruim do mercado fez governo buscar trégua com o Congresso

Depois de uma quarta-feira marcada por trocas de acusações entre governo e Congresso, o mercado reagiu da forma possível, com forte queda da bolsa e disparada do dólar. Essa tensão, que indicava o pessimismo em relação às chances de a reforma da Previdência avançar, levou a moeda norte-americana a ser cotada hoje acima dos R$ 4. Foi o suficiente para que o Planalto iniciasse uma espécie de trégua com o Congresso, que foi imediatamente aceita pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Em troca, o deputado cobrou a interrupção de ataques feitos por sites bolsonaristas contra ele e também o apoio formal da bancada do PSL, partido de Bolsonaro, à reforma, como um gesto político de alinhamento com a proposta. Bolsonaro também deu uma declaração bem humorada, chamando seus atritos com Maia de “chuvas de verão”, ou seja intensas, mas de curta duração. Para ampliar essa distensão, Maia também se encontrou com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e acertou a tramitação do pacote anticrime e conversou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para elaborar uma agenda positiva, incluindo a reforma tributária. Diante do recente histórico de conflitos, resta saber quanto tempo essa trégua é duradoura ou passageira. /M.M.


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