03.01.2019 | 18h49

PSL tenta não encarnar o ‘toma lá, dá cá’

Tarefa do deputados do PSL no dia parece ser evitar que a sigla vista a carapuça do temido “toma lá, dá cá” após o acordo com Rodrigo Maia, no qual o partido fica com cargos em comissões importantes (como a CJJ) em troca dos votos para reeleger o democrata à presidência da Câmara. O presidente do PSL, Luciano Bivar, disse que o apoio se dá por “convergência com as ideias” de Maia. Já a deputada Joice Hasselmann, em entrevista ao Podcast Eldorado que deve ir ao ar nesta sexta-feira, 3, chamou o acordo de “estratégico”.

“Não é ‘toma lá, dá cá’. O que faríamos? Entregaríamos a CCJ para o PT ou para outro partido da oposição? São posições estratégicas que se não fossem ocupadas por nós seriam ocupadas por quem quer nos derrubar”, disse. A ingrata missão de convencimento parece que não será restrita aos eleitores do PSL. Na própria reunião que ratificou o apoio, menos da metade da bancada da sigla de 52 deputados compareceu. Uma das ausências sentidas foi a do filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, um crítico do projeto de reeleição de Maia.


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