05.01.2019 | 17h33

Previdência requer clareza

O vaivém de prazos, ritos, declarações e propostas concernentes à reforma da Previdência preocupa analistas ao fim da primeira semana de governo de Jair Bolsonaro. Depois de um discurso inaugural de Paulo Guedes que entusiasmou o mercado, contradições entre ele e falas do próprio presidente outros ministros acenderam o sinal de alerta.

Miriam Leitão escreve a respeito em O Globo. “Se o risco é de “colapso”, o governo precisa saber o que fazer. O que Bolsonaro disse é que a idade mínima será de 57 anos e 62 anos para a entrada em vigor em 2022. Bom, se for isso, é mais dura do que a de Temer, que previa 62 e 65 anos apenas em 2038. Na proposta que está no Congresso, a idade mínima de 62 anos, para homem no INSS, só seria atingida em 2032. Se na de Bolsonaro vai ser em 2022, então é dez anos antes. Agora, se ele está dizendo que essa será a idade mínima ao fim do processo, então está enfraquecendo a reforma”, pondera, ressaltando mais um ruído, que passou praticamente despercebido.


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