28.04.2019 | 07h40

Presidente do BB e a ‘guerra cultural’

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, demonstra estar mais afinado com o presidente Jair Bolsonaro no episódio à censura a uma propaganda da instituição que comanda do que se poderia supor. Numa resposta oficial encaminhada a veículos de comunicação a partir de questionamentos apresentados pela BBC Brasil, Novaes disse que a esquerda promoveu por muitos anos uma “guerra cultural” no Brasil –termo adotado com frequência pela direita bolsonarista.

Para ele, nas eleições “um povo majoritariamente conservador fez uma clara opção no sentido de rejeitar a sociedade alternativa” que era vendida pelos meios de comunicação. “Durante décadas, a esquerda brasileira deflagrou uma guerra cultural tentando confrontar pobres e ricos, negros e brancos, mulheres e homens, homo e heterossexuais etc, etc. O ‘empoderamento’ de minorias era o instrumento acionado em diversas manifestações culturais: novelas, filmes, exposições de arte etc., onde se procurava caracterizar o cidadão ‘normal’ como a exceção e a exceção como regra”, diz a nota, divulgada pela assessoria de imprensa do BB.


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