05.01.2019 | 16h13

Poder e fé

Jair Bolsonaro recorreu de forma abundante a Deus em seus dois discursos na posse, nota Demétrio Magnoli em sua coluna deste sábado na Folha. “O Deus que autoriza ou sacraliza escolhas políticas nasce quando o poder se apropria da fé, para separar os filhos de Deus segundo a fidelidade a uma autoridade terrena”, escreve.

Ele também menciona no texto o uso recorrente da religião em falas e artigos do chanceler brasileiro, Ernesto Araújo. “Araújo fala sem parar na “tradição judaico-cristã” que seria a nossa, sem se dar conta de que essa é uma tradição diversa, heterogênea e, sobretudo, aberta à mudança. Dela, faz parte a laicidade estatal —isto é, o “não tratamos de Deus” de Campbell.”


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