14.04.2019 | 16h27

Em partes, Dilma concorda com interferência na Petrobrás

Não é que a decisão do presidente Jair Bolsonaro de segurar o preço do óleo diesel tenha desagradado todo mundo. A ex-presidente Dilma Rousseff parece ter gostado. Ao menos em partes. A petista classificou a decisão de Bolsonaro de “paliativa” pois “o problema é a submissão do governo aos desígnios do ‘deus-mercado'”. Ela aproveita o nascimento do “intervencionismo bolsonarista” para defender as decisões de seu governo sobre a estatal, aquelas mesmas que segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) fizeram a Petrobrás perder R$ 71,2 bilhões entre 2011 e 2014 ao não repassar para os combustíveis o que pagava na importação de derivados. A petista argumenta que a Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) afirma que “o preço de venda dos derivados sempre foi acima dos custos de produção” e que a empresa teve lucro compatíveis com outras companhias do setor durante seu governo.

“Aumentos de preços de combustíveis constantes e acima da inflação contaminam toda a cadeia produtiva, gerando colapso logístico, inflação, carestia e mais desemprego. A questão não é recuar do aumento de 5,7%. É impedir que a lógica da gestão da Petrobras seja submetida à lógica de curto prazo da especulação financeira”, afirma Dilma. Resta agora a Bolsonaro a pergunta: ouvirá Paulo Guedes ou Dilma Rousseff?

 


VOLTAR PARA O ESTADÃO