08.11.2018 | 15h33

Os paquidermes da Esplanada

Durante a campanha, Jair Bolsonaro e seus principais auxiliares disseram que fariam mudanças radicais no modo de lidar com a coisa pública no País. Prometeram combater o corporativismo, acabar com o balcão de negócios para obter votos no Congresso e enxugar a gigantesca máquina administrativa, entre outras coisas.

Bolsonaro nem subiu ainda a rampa do Planalto e já descobriu que todos esses problemas são pesadíssimos paquidermes, de dificílima remoção, espalhados pela Esplanada. Um exemplo: o presidente eleito não conseguiu sequer manter a intenção de incorporar a pasta do Meio Ambiente na Agricultura. Agora, escuta a gritaria contra o fim do Ministério do Trabalho. No Congresso, parlamentares votam apenas o que lhes dá na telha, esperando por um chamado do próximo governo, para negociar. Nada de novo. Afinal, os paquidermes da Esplanada estão instalados lá desde sempre. /M.M.


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