16.02.2019 | 07h28

Os efeitos negativos da crise Bebianno

Independentemente de manter ou não Gustavo Bebianno à frente da Secretaria Geral da Presidência, o estrago político pela crise com o ministro é gigante. Com a demissão sendo decidida num processo que mistura humilhações públicas nas redes sociais, vazamento de conversas privativas do presidente com seus auxiliares, interferência de um dos filhos de Jair Bolsonaro e suspeita de retaliações posteriores é difícil apostar que o governo não sai enfraquecido.

Aos olhos dos investidores, otimistas com o processo de reformas e adoção de medidas econômicas liberais, cresce a desconfiança sobre a confiabilidade do governo. Em relação ao Congresso, a crise abre a porreira para que parlamentares pouco republicanos se assanhem para abusar do tradicional toma lá, dá cá na hora de discutir seu apoio à reforma da Previdência e outras matérias de interesse do Planalto. /M.M.


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