17.07.2019 | 14h05

Os 200 dias de governo

No próximo dia 19, o governo de Jair Bolsonaro completa 200 dias à frente da Presidência. A marca simbólica coincide com a determinação dentro do governo de anunciar medidas para aquecer a economia do País, especialmente para as camadas mais pobres. Com o desemprego em alta e previsão de modestíssima de crescimento do PIB, existe uma urgência dentro do governo para tentar reverter essa situação. No campo econômico, as principais ideias são liberar saque de parte das contas do FGTS e do PIS, acelerar privatizações, reduzir burocracias e mudar tributações, por exemplo.

Mas no campo político as dificuldades mostradas nos primeiros 200 dias de governo parecem ser mais difíceis de contornar. A aprovação da reforma da Previdência no primeiro turno foi muito mais resultado da mobilização da Câmara do que uma ação de governo. Sem articulação, o presidente não conseguiu, até agora, hegemonia na montagem de uma agenda política e ainda tem lidado com uma dificuldade criada por si próprio ao indicar seu filho Eduardo Bolsonaro para ocupar a embaixada do Brasil nos Estados Unidos e se desgastar com as acusações de nepotismo. Nesse período, Bolsonaro queimou capital político importante ao participar de polêmicas como essa. Mas pode colocar na sua fatura a concretização do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia, mesmo ele sendo resultante de vinte anos de negociações iniciadas e conduzidas por outros governos. /Marcelo de Moraes

 


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