03.01.2019 | 13h57

Oposição unida para disputar a Câmara?

O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, defendeu que toda a oposição se una em torno de um candidato comum para disputar a Presidência da Câmara. Como o partido oficializou hoje o nome de Marcelo Freixo para a disputa é natural que espera o apoio a sua candidatura. Mesmo com acenos favoráveis vindos do PT, essa unidade da oposição será difícil.

Sem votos suficientes para ganhar a disputa, o PSOL decidiu lançar Freixo para marcar posição política, especialmente depois que o PSL de Jair Bolsonaro anunciou seu apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ). Até aí, jogo jogado e o partido ocupa seu palanque político. A dificuldade em atrair outros partidos é que legendas da esquerda, como PDT e PCdoB, por exemplo, têm ótimo relacionamento com Maia e estão dispostos a apoiá-lo. Em troca, continuarão recebendo apoio do presidente da Câmara para exercerem papeis estratégicos na rotina da Câmara, como relatorias de projetos, comando de comissões especiais, por exemplo. O movimento do PSOL pode animar os militantes, mas tem como consequência reduzir os espaços para os parlamentares de esquerda, se Maia sair vitorioso sem esse apoio. /M.M.

 


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