22.02.2019 | 07h14

O ‘tiro pela culatra’ da tropa de Janaína (2)

Quem também reclamou da “pressão radical” exercida pela tropa de Janaína Paschoal na ânsia de conquistar votos para a advogada foi o deputado Wellington Moura (PRB). Ele declarou voto em Cauê Macris justamente após ser incluído em um grupo de WhatsApp que não apenas reunia apoiadores de Janaína, mas também divulgava o celular particular dos parlamentares que serão empossados no dia 15. “Me colocaram (no grupo) de forma indevida, antiética, na qual forneceram a lista dos telefones celulares de todos os deputados estaduais eleitos, pedindo para votar na Janaína Paschoal. Não é dessa forma que deve ser tratado um deputado”, disse em vídeo compartilhado em seu Instagram.

Esse “radicalismo” já havia afastado os quatro votos do Partido Novo que poderiam ir para o PSL. Ao lançar sua candidatura ao cargo, o deputado Daniel José sinalizou em entrevista ao BR18 que a postura “agressiva” da campanha da advogada a transformava em uma candidata inviável. Na última quarta-feira, o deputado Campos Machado chegou no plenário a chamar os aliados do PSL de “marginaizinhos” por conta de suas táticas. “Ofensas pessoais? Ir de gabinete em gabinete? Publicar em redes sociais os telefones dos deputados e até endereço residencial? O que essa gente quer?”, questionou. Em resposta, Janaína perguntou em seu Facebook: “O que eles tanto temem?”. Possivelmente, acreditam que têm pouco a temer. Aliados de Macris contabilizam que Janaína não passará dos 16 votos (15 do PSL e um do deputado Arthur do Val, do DEM), enquanto o tucano pode ultrapassar os 70, inviabilizando segundo turno.


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