30.11.2018 | 07h50

O indulto ‘Black Friday’

O promotor Roberto Livianu, presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, afirma em artigo publicado no Estadão nesta sexta-feira, 30, que o “indulto Black Fiday” concedido pelo presidente Michel Temer aos presos no ano passado, incluindo “liquidação” de 80% das penas de corruptos, causou perplexidade geral. Segundo Livianu, “não cabe suavizar punição de corruptos, mas, sim, agravá-la, para prevenir” a repetição dos malfeitos.

“O Supremo Tribunal Federal barrou a concessão em liminar e agora julga o mérito do caso, cujo desfecho impactará a percepção geral em relação à impunidade”, diz. (Na quinta-feira, 29, o julgamento foi adidado, por pedido de vista, mas o STF já formou maioria a favor do indulto.) “Nosso caminho é a união da sociedade exigindo o fim do foro privilegiado, a reforma política para valer, a punição efetiva do caixa 2 eleitoral, a asfixia econômica das organizações criminosas, a pena da perda do controle acionário para empresários corruptos, visando à preservação da empresa, o grito uníssono: “Não aceito corrupção!”. / J.F.


VOLTAR PARA O ESTADÃO