23.09.2018 | 09h02

O ‘fetiche’ com os economistas

O economista Marcos Lisboa, presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, diz que a atenção dedicada aos economistas dos presidenciáveis parece mostrar que o processo eleitoral está “desorientado”. Segundo ele, a escolha do ministro da Fazenda deveria ter a mesma relevância das demais nomeações técnicas, como as de quem irá liderar as agências reguladoras dos setores de energia ou de saúde.

“Economistas são como os assessores dos proprietários de velhos casarões. Nosso papel é o de servir o chá e lembrar que chegaram contas a pagar”, afirma. “Se o assessor aqui puder palpitar, é melhor sabatinar aqueles que podem ser escolhidos para negociar nossos conflitos do que gastar tempo demasiado especulando sobre quem irá podar as árvores.” / J.F.


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