21.11.2018 | 06h50

O drible no Congresso com Mais Médicos

A participação de médicos cubanos no programa Mais Médicos, criado por Dilma em 2013, começou a ser negociada por iniciativa de Cuba um ano antes, mas as negociações foram mantidas em sigilo, para evitar reações dos médicos brasileiros. De acordo com reportagem publicada pela Folha nesta quarta-feira, 21, com base em telegramas da embaixada brasileira em Cuba, o acordo entre os dois países só foi concluído depois de longa negociação sobre os valores que seriam pagos pelos serviços dos médicos cubanos.

Para evitar a necessidade de aprovação do Congresso, onde certamente geraria polêmica, o Brasil decidiu na última hora incluir um intermediário no negócio. Em vez de fechar o contrato diretamente com Cuba, os pagamentos seriam feitos à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), “caracterizando a contratação dos serviços como cooperação na área médica”, e a entidade ficaria encarregada de repassar o dinheiro ao regime cubano.  / J.F.


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