04.03.2019 | 15h54

O conceito de ‘classe’ de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda, 4, que a “agenda globalista mira a divisão de classes”. Se se entende seu “globalismo” como globalização, termo empregado desde a década de 1980 nos EUA que carrega vários prismas, entre eles, a agenda liberal na economia, então a frase se encaixaria entre os críticos do fenômeno econômico-social: o de que a agenda globalizante promove mais concentração de renda. Concordaria então com o geógrafo Milton Santos, para quem “um mercado avassalador dito global é apresentado como capaz de homogeneizar o planeta quando, na verdade, as diferenças locais são aprofundadas”.


Só que Bolsonaro não quis falar da “divisão de classes” estudada pela sociologia, mas de uma suposta divisão de opiniões. “Pessoas divididas e sem valores são facilmente manipuladas”.

 

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