02.03.2019 | 10h49

O Brasil diante do impasse venezuelano

Em sua coluna deste sábado na Folha, Demétrio Magnoli descreve como o Brasil reorientou sua posição diplomática sobre a Venezuela para amenizar a  retórica que flertava com a possibilidade de uma intervenção militar no País vizinho, com a qual o chanceler Ernesto Araújo chegou a flertar. O colunista mostra que o regime de Nicolas Maduro não caiu no que chegou a ser considerado o dia D, a entrega de ajuda humanitária para a qual Araújo se mobilizou, no sábado passado. Isso porque mantém respaldo nas Forças Armadas. “O Brasil perdeu o confortável papel de ator coadjuvante. Na reunião do Grupo de Lima, o chanceler de facto Mourão reorientou a diplomacia regional, afastando a sugestão de intervenção militar externa aventada por Guaidó. A negação de uma estratégia desvairada não equivale, porém, à definição de uma estratégia positiva. A ditadura venezuelana não cairá sob golpes retóricos ou a multiplicação de sanções econômicas americanas. É preciso remover as últimas esperanças da cúpula militar e, ao mesmo tempo, convencê-la de que não sofrerá a vingança de um futuro governo democrático.”


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