03.11.2018 | 19h35

O antídoto de Reale contra ‘solidão’ das redes

Em artigo publicado no Estadão deste sábado, 3, o jurista Miguel Reale Júnior afirma que, além dos sentimentos antissistema e anti-PT, as redes sociais, que já haviam sido fundamentais no impeachment de Dilma, foram determinantes no processo eleitoral deste ano. Ele diz, porém, que as eleições deixaram uma grande interrogação, para a qual ainda não se tem uma resposta pronta. “Como sobreviverá a democracia sem partidos, cujos resultados brotam da árvore frondosa das redes sociais?”, pergunta.

Segundo Reale Júnior, Bolsonaro  precisará  cultivar a paciência de ouvir e ouvir, para só bem mais tarde decidir, como fazia o sábio dr. Ulysses. “As decisões políticas e técnicas exigem massa crítica no exercício da reflexão, sabedoria e traquejo políticos, escolha bem pensada de prioridades, limites de campos de combate”, afirma. “Além do respeito à liberdade, é preciso abrir frentes de interlocução consistentes com a sociedade, para deixar de ser um presidente solitário no alto das redes sociais.” / J.F.


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