27.07.2018 | 14h43

‘No Facebook, não pode haver julgamento sumário’

Em artigo publicado no Estadão, o colunista Pedro Doria diz que nenhum jornalista tem como afirmar se são verdadeiras ou não as razões alegadas pelo Facebook para tirar do ar cerca de 300 contas, entre elas páginas ligadas ao MBL. A empresa informou que houve violação das regras de autenticidade do site, com o objetivo de favorecer a ‘viralização’ das mensagens, fazendo-as parecer mais representativas do que eram e levando a uma fraude no debate público.

“O Facebook é uma empresa privada e tem regras claras. Se as violaram, expuseram-se a uma punição. Só que o banimento de um grupo político organizado também exclui um conjunto de ideias do ambiente onde o debate se dá. E isso às vésperas de uma eleição”, diz Doria. “O problema é que o Facebook é também a praça pública onde mais pessoas se reúnem para debater política. As regras da praça pública exigem plena transparência. Não pode, nela, haver julgamentos sumários. Não numa democracia.” / J.F.


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