09.01.2019 | 15h03

Mudanças foram reação de Covas a Meirelles

A decisão de nomear para a Secretaria Municipal de Educação um desafeto de João Doria Jr. foi o marco simbólico de independência de Bruno Covas em São Paulo. Foi um aviso de que seu governo começou para valer e, principalmente, que ele não aceitará “surpresas” vindas do Palácio dos Bandeirantes na sucessão de 2020, em que disputará a reeleição.

Incomodou Covas, de acordo com aliados do prefeito, o espaço dado por Doria a Henrique Meirelles, que sabidamente tem pretensões políticas. Interlocutores de Covas dizem não ver problema na nomeação do amigo João Cury, expulso do PSDB por apoiar Márcio França – e cuja gestão foi criticada na chegada pelos auxiliares de Doria –, quando o próprio governador designou como principal secretário justamente Meirelles, que disputou a Presidência contra o tucano e ex-padrinho Geraldo Alckmin. Recado mais claro impossível: cada um no seu quadrado, no PSDB e nos próximos projetos políticos. / V.M.


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