15.11.2018 | 19h33

MPF contra ‘autorização para matar’ no Rio

O plano do governador eleito do Rio, Wilson Witzel, de “autorizar” que bandidos portando fuzis sejam abatidos pela polícia pode não ir para frente. O procurador da República Eduardo Benones, coordenador do Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público Federal (MPF) no Rio diz que, apesar dos planos de Witzel, PMs que executarem criminosos continuarão a ser investigados e podem ser julgados por homicídio.

“O artigo 121 do Código Penal, que trata de homicídio, está em vigor. Se o Ministério Público não investigar, baseado no discurso de quem quer que seja, é prevaricação. Não haverá qualquer tipo de retrocesso ou leniência. Quando chegar o caso concreto, quem vai avaliar não é o governador, é quem estiver investigando. Não se pode aproveitar o medo da sociedade e construir e impor uma narrativa”, afirmou Benones em entrevista ao Estadão.


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