09.01.2019 | 07h34

MP tenta corrigir complacência com Queiroz

Depois de sucessivas e múltiplas ausências de Fabrício Queiroz e seus familiares implicados no caso a convites para depor a respeito de sua movimentação bancária atípica, o Ministério Público do Rio de Janeiro resolveu ameaçar o ex-assessor de Flávio Bolsonaro e familiares com a quebra de sigilos fiscal e bancário. Até agora, o MPRJ vinha se calando diante das faltas a depoimentos e não tomou nenhuma providência extra, mais de um mês depois da revelação de que Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em um ano em sua conta, inclusive com depósitos de demais assessores do gabinete de Bolsonaro na Alerj.

Agora, em nota de tom ainda bastante brando, mas com essa ameaça subjacente, o os promotores lembram que depoimentos são a oportunidade de esclarecer os fatos, mas que o relatório do Coaf já permite à instituição tomar outras providências. O filho de Jair Bolsonaro também foi convidado a depor, mas também faltou e não informou se irá em outra oportunidade, sob a alegação de que não é investigado. / V.M.


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