02.01.2019 | 21h21

Ministros ‘ideológicos’ reforçam discurso do chefe

Se os dois “pilares” do governo, Sergio Moro e Paulo Guedes, traçaram metas ambiciosas em seus discursos de posse, a ala mais “ideológica” do time de Bolsonaro preferiu a linha de “aprofundar” o discurso de campanha, assim como fez o presidente em seu discurso à nação na terça-feira. Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Rodrigo Vélez Rodriguez (Educação) e Damares Alves (Mulheres, Família e Direitos Humanos) foram uníssonos em defender os costumes conservadores, citar Deus em boa parte de seu tempo e colocar as ideologias de esquerda como grandes inimigas de suas missões no governo.

Araújo, no Itamaraty, em meio a uma salada de referências, prometeu se insurgir contra o afastamento do homem de Deus e lutar contra o globalismo. O grande alvo de Vélez Rodriguez foi o marxismo e outras “pautas nocivas aos costumes. Já Damares usou e abusou das citações religiosas e disse que irá combater “a doutrinação ideológica”. São os soldados prontos para lutar contra os “inimigos da pátria” citados por Jair Bolsonaro.


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