15.02.2019 | 09h23

Maia supre ‘apagão’ na articulação política

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cumpre, desde o início do ano, um papel que deveria ser da articulação política do governo: o de alertar, com frequência quase diária, que ou Jair Bolsonaro e seus ministros começam a conversar com o Congresso e a se informar sobre com que base poderão contar ou a reforma da Previdência não terá tramitação fácil no parlamento. Ontem teve de fazer mais: dar um pito no presidente e lembrá-lo de qual o seu papel institucional.

Depois de colher uma vitória pessoal com a eleição de Davi Alcolumbre no Senado, Onyx Lorenzoni recolheu os flaps enquanto Bolsonaro se recuperava no hospital. Com a eclosão da crise envolvendo seu vizinho de Planalto, Gustavo Bebianno, parece meio escondido para não ser atingido pelos estilhaços. No caso da Previdência, existe um agravante da histórica má vontade do titular da Casa Civil com o tema –votou contra a proposta de Michel Temer na comissão, deu várias declarações titubeantes quanto à sua premência. Assim sendo, e com Bolsonaro preocupado com os xiliques do filho vereador, sobra para o presidente da Câmara conversar com Paulo Guedes e dar os recados. / Vera Magalhães


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