07.11.2018 | 13h14

Liberalismo que não se vê

“Na música, nas artes, estamos chegando a um ponto em que já não sabemos do que gostamos e do que não gostamos”, disse já o escritor e político Vargas Llosa, segundo lembra a colunista Monica De Bolle no Estadão para ilustrar sua análise da atual polarização do País. Há quem “veja” o fascismo e os que “veem” o comunismo à espreita.

Mas o que está difícil de enxergar, segundo ela, é o “verdadeiro liberalismo”, onde “não cabe a ultraortodoxia que reza pela primazia dos mercados sobre a sociedade. Essa ultraortodoxia asfixia as mesmas redes de proteção que o liberalismo verdadeiro reconhece como prementes. Ao asfixiá-las, alija da sociedade expressivos segmentos que carecem de representatividade política, tornando-os cidadãos de segunda classe. Não há nada mais antiliberal do que isso”, escreve.


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