02.01.2019 | 09h07

Inimigo meu

Os dois discursos que inauguraram a Presidência de Jair Bolsonaro tiveram como protagonista o inimigo a ser abatido. A técnica discursiva é apontada por Bruno Boghossian, na Folha. “Bolsonaro não se desviou da retórica de campanha porque o fantasma da esquerda é uma de suas principais fontes de poder. É por isso que ele costuma repetir que o fracasso de seu governo abriria caminho para a volta dos petistas”, escreve o colunista.

No Globo, Miriam Leitão observa que ele escolheu dividir em vez de somar. “Isso ficou claro até no momento mais tocante, quando, no Parlatório, a primeira dama Michelle falou aos deficientes auditivos usando a linguagem de libras para incluí-los na cerimônia. Logo depois, Bolsonaro afirmou que iria acabar com o politicamente correto. O gesto que sua mulher acabara de fazer era politicamente correto. E lindo.”


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