24.02.2019 | 13h03

‘Impossível lavar as mãos sobre a Venezuela’

Eliane Cantanhêde em sua coluna deste domingo no Estadão explica um pouco da fria que o Brasil se meteu na situação com a Venezuela. Na opinião da jornalista, é “impossível lavar as mãos” diante do caos que Nicolás Maduro colocou o país vizinho, mas há um problema: “Brasil tem de fazer alguma coisa, mas não tem ideia do que fazer”. “A verdade é que era impossível simplesmente lavar as mãos diante do caos na Venezuela, mas são poucas as alternativas. As pontes diplomáticas implodiram, uma invasão militar é fora de cogitação e não dá para recuar”, escreveu.

“A ação brasileira, a reboque dos EUA, combina com o discurso de campanha do presidente Jair Bolsonaro e com os escritos do chanceler Ernesto Araújo, mas deixa setores produtivos, exportadores e até oficiais de alta patente de cabelo em pé. Segundo um deles, que não quis se identificar, ‘nós entramos numa fria’. E explicou: ‘Não faz muito sentido essa aliança tão incondicional com os EUA. Qualquer consequência negativa (da ação na Venezuela) não vai recair sobre eles, vai recair sobre nós’.”


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