02.10.2018 | 09h24

Haddad parece gostar do papel de poste

O antipetismo e os seguidos escândalos envolvendo integrantes do partido ajudam a explicar como a rejeição a Fernando Haddad cresceu 11 pontos porcentuais em apenas cinco dias e já o aproximam do elevado índice de Jair Bolsonaro. Mas existe outro fator.

Quando assume o papel de mero preposto de Lula na campanha, Haddad troca sua identidade pessoal pela do ex-presidente. Se herda grande parte dos seus eleitores, também recebe todos os seus problemas e escândalos. Ao virar o poste de Lula, papel que, aparentemente, não o desagrada, abre mão de suas convicções e ideias. Se dissesse que, se for eleito, quem vai mandar é ele e apresentasse sua visão do País, em vez de falar apenas o que lhe mandaram repetir, talvez sua rejeição fosse bem diferente. /M.M.


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