02.03.2019 | 09h48

Filhos de Bolsonaro seguem causando ruídos

Cada um na sua seara, os filhos de Jair Bolsonaro seguem causando ruídos que têm eco no governo. Isso mesmo depois de os militares aconselharem o presidente a deixá-los longe de controvérsias no desastroso episódio da fritura pública e posterior demissão em capítulos de Gustavo Bebianno da Secretaria Geral da Presidência. Na quinta, Bolsonaro fez um gesto de aproximação com a imprensa ao chamar jornalistas para um café da manhã e conversar informalmente sobre vários temas. No encontro, disse que os filhos não mandam no governo e que passou a colocar um “filtro” na relação com eles.

No dia seguinte veio a público, pelo Estadão, a manifestação de Fabrício Queiroz ao Ministério Público Federal em que diz que arrecadava dinheiro de funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro para aumentar a base de cabos eleitorais do então deputado estadual –mudando versão anterior e aproximando o caso do filho do presidente. Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro cerraram fileiras com o grupo que pressionou Sérgio Moro a recuar da nomeação de Ilona Szabó, tanto em posts quanto nos bastidores. Agora passam a advogar a escolha de nomes mais alinhados com o bolsonarismo para o conselho. E seguem atacando a imprensa e inimigos imaginários nas redes sociais. Eduardo, com posts contra o que chama de “extrema imprensa”, e Carlos proferindo impropérios a esmo, como “vagabundos” e “canalhas”. / V.M.


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