10.11.2018 | 16h29

Fetiche pelos ministérios

Os dois lados do atual tabuleiro político parecem ter criado uma espécie de “fetiche” com os ministérios. Para Hélio Schwartsman, na Folha deste sábado, é preciso “cuidado para que nossos fetiches ministeriais não ocupem um espaço muito maior do que deveriam, tornando-se patológicos”.

“O ativista de direitos humanos ou a militante feminista, por exemplo, acabam elegendo a criação do Ministério de Direitos Humanos ou do Ministério da Mulher como objetivo preferencial de sua atuação. E, uma vez atingida a meta, passam a considerar uma eventual extinção da pasta como a negação dos próprios direitos humanos ou da agenda feminista”, afirma Schwartsman. “A obsessão de Bolsonaro em reduzir drasticamente o número de ministérios também é só um símbolo —a vontade de dizer que ele abraça a tese do Estado mínimo. Seu impacto real em termos de redução de gastos é bastante modesto.”


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