24.10.2018 | 14h22

Falar que vai cortar é fácil

Durante as últimas campanhas presidenciais, a maioria dos candidatos prometeu enxugar a máquina federal, seja extinguindo ou fundindo ministérios ou eliminando cargos comissionados. Jair Bolsonaro não tem sido diferente e acena com esse enxugamento caso vença. Mas as experiências passadas mostram que a promessa tem ficado longe da realidade. Especialmente porque os cargos e ministérios têm funcionado como uma valiosa moeda de troca entre governos e deputados e senadores.

Não dá para esperar que o próximo presidente repita Lula em 2003, que chegou a criar o Ministério da Pesca apenas para acomodar um aliado derrotado. Mas a necessidade de acomodar aliados e não deixar que a máquina administrativa emperre por falta de gente capacitada pode atrasar os planos de Bolsonaro, caso ele seja eleito. /M.M.


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