21.02.2019 | 07h17

Especialistas analisam a reforma

Autores de uma proposta de reforma da Previdência que foi usada nos estudos do texto apresentado pelo governo e deu origem a um livro sobre o tema, os economistas Paulo Tafner e Pedro Fernando Nery analisaram a proposta apresentada nesta terça-feira para o Estadão. Em entrevista, Tafner disse que não haverá muito espaço para negociação nas idades mínimas para aposentadoria fixadas na reforma nem nas regras de transição. “Esse par, idade mínima e tempo de transição, é muito importante. São dois objetivos que precisam ser muito caros ao governo, sem ter muita negociação. Não apenas são importantes para que Brasil supere a questão previdenciária, como é aquilo que dá potência fiscal à reforma. Mexer em idade e transição significa perder muito. São pontos de honra.”

Nery escreve em artigo que a proposta de Bolsonaro é mais dura que a de Temer e afirma que o importante é que fique claro que a “economia” em dez anos com a reforma não é um fim em si mesma. “Sem reforma, é R$ 1 trilhão que seria tirado das famílias por mais impostos ou por expressivos cortes em serviços públicos. A Constituição é usada como escudo por grupos de interesse refratários à reforma, que bradam “inconstitucional”. Mas é a Constituição que exige a observância de critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial.”


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