30.09.2018 | 15h43

‘Entre Aids e câncer terminal’

Mario Vargas Llosa concedeu uma densa entrevista para as páginas amarelas da Veja, em que critica o uso do discurso do liberalismo por políticos autoritários e afirma que, na eleição brasileira, escolher entre PT e Jair Bolsonaro é como ter de optar “entre a Aids e o câncer terminal”.

“O Brasil tem uma ampla margem de eleitores sensatos e aptos a escolher um candidato moderado que encarne essa missão, mas os dois líderes nas pesquisas parecem ser justamente o oposto disso. Esse senhor Bolsonaro parece tão perigoso quanto o PT ou Lula. Escolher entre ambos é, numa alusão grosseira, ter de escolher entre a aids e o câncer terminal. É preciso que os brasileiros acordem para votar em um centro democrático e progressista, que reconcilie a população e consiga pôr em prática um governo liberal. Estar diante desse prognóstico de extremos, de populismo, é uma insensatez, um retrocesso”, afirmou.

 


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