07.02.2019 | 16h46

‘Economist’ vê risco de governar para a plateia

Em reportagem sobre as eleições para presidente da Câmara e do Senado, a revista Economist destaca o risco ao redor da preferência do governo Bolsonaro de colocar a opinião de seus seguidores à frente das demandas políticas. No Congresso, por exemplo, “a opinião pública será o principal impulsionador da dinâmica legislativa de uma forma que não era vista antes”, diz Chris Garman, da Eurasia.

Por enquanto, isso favorece Bolsonaro, que tem uma taxa de aprovação de quase 70%. Mas como a aclamação pública é instável, as investigações ligadas a Flávio Bolsonaro e seu motorista e assessor, Fabricio Queiroz, suspeito por ter recebido R$ 7 milhões em transferências e por contratar a mãe e esposa de um ex-policial fugitivo acusado de liderar uma milícia criminal, podem ser uma ameaça. “Se esse escândalo se espalhar, o governo poderá ansiar pelos dias em que os congressistas eram mais alinhados ao partido”, conclui.


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