28.05.2018 | 17h01

Do Fucs: Os caminhoneiros e o racha da direita

O movimento dos caminhoneiros não conseguiu apenas a proeza de unir as esquerdas a setores da direita, em defesa das reivindicações da categoria e de mudanças na política de preços da Petrobrás, hoje baseada nas variações do  mercado externo. Os protestos também contribuíram para acentuar as divisões já existentes entre os partidos e as organizações de direita  no País e podem atrapalhar eventuais alianças nas eleições.

A favor dos caminhoneiros e da concessão de subsídios ao diesel, ficaram Bolsonaro e suas milícias digitais, que abraçaram o movimento com furor revolucionário, o presidenciável Flavio Rocha (PRB) e políticos como o senador Ronaldo Caiado e o deputado Rodrigo Maia, do DEM. Do outro lado, contra a concessão de privilégios bancados com dinheiro dos contribuintes, reuniram-se grupos como o MBL e o Vem Pra Rua, o Partido Novo e personalidades como o economista Rodrigo Constantino e o editor Carlos Andreazza, que se tornaram alvo de xingamentos nas redes por parte de apoiadores da “greve”. / José Fucs


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