01.11.2018 | 15h49

Do Fucs: O PT sendo o PT

Menos de uma semana depois das eleições, a iniciativa do PT e de seus aliados de lançar um movimento de “resistência democrática” contra o presidente eleito Jair Bolsonaro e seu suposto “fascismo” encaixa-se com perfeição na história do partido. Desde a sua fundação, em 1980, o PT jamais soube perder com dignidade e fez de tudo para deslegitimar seus adversários. No Congresso, quando esteve na oposição, pautou sua atuação pela contestação sistemática a tudo o que não fosse proposto por seus parlamentares, pensando no futuro do partido e não do País.

Foi assim na redemocratização, quando o PT foi a única legenda contrária à candidatura de Tancredo Neves, mesmo depois de as diretas serem rejeitadas pelo Congresso. Foi assim também em 1988, com a Constituinte, que o partido se recusou a assinar, e com o Plano Real, em 1994. E foi assim de novo em 2000, com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não seria agora, de novo na oposição, que o PT agiria diferente, respeitando o resultado das urnas e os 58 milhões de brasileiros que votaram em Bolsonaro. Se não fosse assim, o PT não seria o PT. Não por acaso o antipetismo se espalhou pelo País e ajudou a turbinar Bolsonaro, que soube capitalizar esse sentimento como ninguém. / José Fucs

 


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