19.07.2018 | 16h50

Do Fucs: O eleitor e a bipolaridade do noticiário político

Não está nada fácil, para os mortais, acompanhar o mundo da política nestes dias. Até para quem é do ramo o noticiário está confuso. Com os principais partidos divididos e os interesses regionais se opondo, muitas vezes, às questões nacionais, as informações sobre as eleições brotam de forma bipolar. Dependendo da fonte da notícia, a mensagem pode ir para um lado ou para o outro. Nesse cenário hostil, decorrente em boa parte do movimento pendular dos próprios políticos e dos partidos, separar o joio do trigo torna-se uma missão não apenas necessária, mas indispensável, para quem não quer chafurdar no acessório e deixar de lado o substantivo.

A discussão sobre as alianças partidárias, que ainda estão por se definir nos próximos dias, é um exemplo emblemático do que está acontecendo. O DEM, considerado a noiva mais cobiçada entre os partidos do Centrão, ora é apresentado como uma legenda mais próxima de Ciro, ora, de Alckmin. O PSB, do outro lado, ora aparece subindo no altar com Lula, ora noivando com Ciro, ora mantendo-se neutro. Com outras legendas, não é diferente. Ao final dessa novela eleitoral, porém, ninguém lembrará das picuinhas internas dos partidos. Para o eleitor, o mais relevante mesmo será saber o que está por trás das negociatas das coligações e como tudo isso poderá afetar a sua vida. / José Fucs

 


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