Do Fucs: O ‘bombeiro’ Bolsonaro a mil

08.11.2018 | 12h00

Do Fucs: O ‘bombeiro’ Bolsonaro a mil

Faz apenas 10 dias que Bolsonaro começou a articular seu governo e já está se credenciando a ganhar o título de “Bombeiro do Ano”. Foram tantos os “incêndios” que ele teve de apagar nesse breve período que se poderia desconfiar de “sabotagem” de seus adversários. Mas, neste caso, se houve “sabotagem”, foi uma autossabotagem, porque os “incêndios” foram causados pelo próprio Bolsonaro e por sua equipe de colaboradores. Sem experiência prévia no Executivo, eles estão aprendendo a ser governo — ainda na fase de transição — no tranco.

Na maioria das vezes, as ocorrências seriam evitáveis, com a adoção de “ações preventivas” básicas. No atual estágio, antes mesmo de o novo governo tomar posse, o presidente e seus colaboradores não precisariam antecipar a divulgação de medidas que possam criar focos de atrito, em especial se não estiverem 100% definidas. Muitas poderiam ser anunciadas só depois da posse, já com a caneta de presidente na mão. Ou então quando as decisões estivessem efetivamente tomadas, para evitar o vai e vem que tem marcado os anúncios feitos por Bolsonaro e sua equipe até agora. Talvez seja o caso de lembrar aqui a recomendação de Maquiável, em O Príncipe, sua obra imortal: “Quando fizer o bem, faça-o aos poucos. Quando for praticar o mal, faça-o de uma só vez”. / José Fucs

Ilustração: Marcos Roberto Santos


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