04.08.2018 | 12h45

Do Fucs: ‘Neutralidade’ para inglês ver

A anunciada “neutralidade” do PSB nas eleições, a partir de acordo firmado com o PT, não passa, na verdade de uma figura de retórica destinada a confundir os incautos. Na prática, o tal acordo representa  uma aliança efetiva entre os dois partidos, ainda que não tenha sido tratado como tal, provavelmente para amenizar o impacto inicial da trama junto aos dirigentes do PSB que preferiam acerto com Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, e aos filiados do partido que queriam manter distância do PT.

Se fosse realmente manter “neutralidade’ no pleito, o PSB não teria sacrificado a candidatura de Márcio Lacerda para governador de Minas Gerais, em troca do apoio à reeleição do petista Fernando Pimentel ao cargo. O PT também não teria “queimado” a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco, para apoiar a reeleição do governador do Estado, Paulo Câmara. Por fim, embora o PSB não tenha anunciado apoio formal a Lula ou a seu preposto na disputa ao Planalto, não será surpresa se  os candidatos do partido cederem seus palanques a quem quer que seja o presidenciável petista. / José Fucs


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