09.01.2019 | 14h49

Divisões na direita

Os grupos de WhatsApp, as páginas pró-Bolsonaro nas redes sociais e os perfis que alimentam o culto ao capitão no Twitter sofreram os primeiros abalos no apoio monolítico após os primeiros dias de governo. O monitoramento das redes mostrou que a primeira controvérsia a causar estrago foi a decisão do PSL de apoiar a reeleição de Rodrigo Maia na eleição da Câmara dos Deputados. O fato foi bem explorado pelo MBL (Movimento Brasil Livre), que fincou pé na candidatura (que o próprio movimento sabe que é só para marcar posição) de Kim Kataguiri.

A adesão de nomes estrelados do PSL, como a deputada estadual eleita Janaina Paschoal, que explicitou o desconforto com o apoio a Maia, serviu para mover os canhões da crítica contra a ala mais midiática da bancada federal. A nomeação de Murilo Resende para coordenar o Enem foi outro foco de cizânia na direita, de novo regida pelo MBL – que já recebeu recados dos bolsonaristas para que pare de dividir a o campo conservador. / V.M.


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