10.01.2019 | 12h53

‘Dinheiro de origem ilícita ficou limpo’

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, detalhou os “ciclos de lavagem de dinheiro” relacionados ao bunker dos R$ 51 milhões atribuído aos irmãos Lúcio Vieira Lima (MDB), Geddel Vieira Lima (MDB) e a matriarca Marluce Vieira Lima. No documento, a Procuradoria pede a condenação do ex-ministro dos governos Lula e Temer a 80 anos de prisão, e ainda requer 48 anos e 6 meses para Lúcio, informou o Estadão.

A procuradora afirma que a família se utilizou de estrategias para dar origem lícita ao dinheiro. Segundo a procuradora-geral, “a instrução judicial confirmou” que os aportes ilícitos, escamoteados sob o manto de contratos formais de cotas de participação, foram investidos na economia formal e geraram o desejado retorno da riqueza (lucro) aos lavadores, na forma de dividendos”. “Portanto, dinheiro de origem ilícita ficou limpo”, afirmou.


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