09.01.2019 | 23h00

Destaques do dia: Confusão do dia foi no MEC

O governo de Jair Bolsonaro teve que desfazer mais uma confusão nesta quarta-feira. O problema veio da revisão do edital que estabelecias as bases para os livros didáticos de 2020. O texto recebeu críticas por retirar a exigência de que as obras tivessem referências bibliográficas e itens que impediam publicidade e erros de revisão e impressão, além de alterações com a cara da agenda do presidente, como o a omissão do trecho que obrigava as obras a “promover positivamente a cultura e a história afro-brasileira, quilombola, dos povos indígenas e dos povos do campo”. No fim do dia, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez emitiu uma nota anulando tudo e jogando toda a culpa nas costas do governo de Michel Temer, lavando as mãos na história. O ex-ministro, Rossieli Soares, por sua vez, disse que as alterações não são responsabilidade de sua gestão na pasta.

Responsabilidade que não dá para fugir é a reforma da Previdência. Em entrevista, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, confirmou que a reforma será feita de uma só vez, sem fatiamento e que será enviada também ao Congresso a proposta de criação de um regime de capitalização. Importante é que todo o governo fale a mesma língua e evite novas bateções de cabeça. Será que em uma questão polêmica, como a inclusão ou não dos militares na reforma, Jair Bolsonaro conseguirá um consenso? Aliados militares, como o novo comandante da Marinha, já afirmaram que são contra.

Decisão do ministro Dias Toffoli pode ser decisiva para os rumos das eleições no Congresso. Ele decidiu rejeitar pedido para que a eleição na Câmara fosse aberta. Se a decisão se estender ao Senado, pode significar a vitória de Renan Calheiros para presidente da Casa.

Em São Paulo, João Doria parece estar gostando de estar cercado de ex-ministros do governo Temer. Mais um foi anunciado para integrar sua Secretaria de Governo: Antônio Imbassahy. Quem não gostou do espaço dado para Henrique Meirelles no governo do Estado foi o prefeito da capital paulista, Bruno Covas. A nomeação de João Cury para Secretaria de Educação teria sido uma resposta ao protagonismo dado ao ex-ministro da Fazenda com pretensões políticas. Tudo isso na newsletter do BR18!

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