02.01.2019 | 23h00

Destaques do dia: As posses dos ministros

Em meio a uma penca de cerimônias de posse em Brasília, dois ministros que devem ser “pilares” do governo se destacaram em seus discursos: Sérgio Moro e Paulo Guedes. Tanto o novo titular da pasta da Justiça quando o “superministro” da Economia apresentaram metas ambiciosas. Moro prometeu foco no combate ao número de homicídios e a corrupção, grande bandeira sua já nos tempos de Lava Jato. Guedes falou da importância da reforma da Previdência, tributária e administrativa, defendeu as privatizações, desregulamentar a economia e diminuir o tamanho do Estado. Uma aula de liberalismo. Do outro lado, a ala mais ideológica, representada por Ernesto Araújo (Relações Exteriores) Rodrigo Vélez Rodriguez (Educação) e Damares Alves, seguiu o chefe e reforçou o discurso anti-esquerda da campanha.

No meio deste balaio está o núcleo político. O grande avanço na governabilidade (e que irá permitir uma vida mais tranquila para as reformas) foi o acerto do PSL para apoiar Rodrigo Maia em sua tentativa de reeleição na presidência da Câmara. Um bom negócio para o governo que terá alguma hora deixar de lado o belicismo eleitoral e fazer política.

Mudanças polêmicas também surgiram nesse primeiro dia de governo. A mais comentada foi a definição de que a demarcação de terras indígenas não estará mais nas mãos da Funai e sim na da nova ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Outra novidade veio da Casa Civil. Onyx Lorenzoni, que pediu “diálogo” pela manhã, exonerou 320 servidores de sua pasta com objetivo de “despetizar” a pasta. E disse que irá sugerir aos outros ministros a mesma medida. Polêmica também foi o tratamento dado a imprensa na posse do presidente Bolsonaro. Lembrete: abrir acesso à imprensa não é favor!

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