14.11.2018 | 16h15

Da Vera: Radicalismo atinge a saúde

A decisão anunciada pelo governo de Cuba de se retirar do Mais Médicos, em reação às mudanças anunciadas por Jair Bolsonaro no programa ao longo da campanha, mostra que, para o governo da ilha, a necessidade de marcar posição contra o novo governo se sobrepõe aos compromissos com a população brasileira atendida e também com os profissionais cubanos que atuam no Brasil.

Cuba não aceita que o salário seja pago integralmente aos médicos, que eles possam vir ao Brasil com as famílias e tenham de revalidar os diplomas. Diante das exigências, decide encerrar abruptamente o convênio e levar os médicos de volta até dezembro. Faltou à equipe de Bolsonaro diplomacia para tratar do tema e evitar a evasão (e consequente desassistência da população atendida), justamente por tratar o programa apenas sob o viés ideológico. Mas o regime castrista mostra que está longe da propalada abertura e que ainda age segundo critérios igualmente ideológicos. / Vera Magalhães


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