20.09.2018 | 10h47

Da Vera: Dois Haddads num dia só

Vi dois Fernandos Haddads num dia. Acompanhei as transmissões ao vivo das agendas de campanha do candidato do PT em São Matheus e Guarulhos na tarde de quarta-feira. No palanque, camiseta vermelha e voz rouca em tom elevado, evocava Lula como padrinho e dizia que restauraria seu governo se eleito.

À noite, já em tom baixo, dizia no Jornal da Globo que era “fantasia” a ideia de que seu crescimento se deve à estratégia de apresentá-lo como o ungido do ex-presidente e relativizava sua importância na campanha. Por que a diferença? Simples: porque o PT já pavimenta o discurso do segundo turno, no qual precisará acenar para os não-convertidos ao lulismo para vencer. A tática petista colou até aqui. Resta saber se, sendo tão óbvia, continuará a ser posta em prática sem contestação. / Vera Magalhães


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