18.02.2019 | 08h12

Crise Bebianno se arrasta

Desde a última quarta-feira, o governo criou e passou a lidar com a crise provocada pelas desavenças entre o presidente Jair Bolsonaro e seu filho Carlos com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Depois de a permanência do ministro ser considerada insustentável, o Diário Oficial da União de hoje não trouxe sua exoneração como era previsto até pelo próprio Bebianno – uma edição extra pode rodar na hora em que o presidente desejar ou ele, simplesmente, pode se valer da sua conta no Twitter, quando bem entender, para anunciar que vai rifar o auxiliar.

Mas, sem ter definição, a crise vai se arrastando justamente numa semana estratégica para o governo, com a apresentação da proposta de reforma da Previdência e do envio do pacote anticrime para o Congresso. Se o presidente já não tem mais certeza sobre a demissão, a melhor estratégia seria deixar isso claro e reincorporar Bebianno. Se a permanência é impossível deve ser sacramentada de uma vez. O limbo político só provoca desgaste para o próprio governo, que não se desvencilhar da crise. /M.M.


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